E vocês que acham que a depreciação só acontece na sua casa ou no seu carro, não é?! Infelizmente, você mesmo, sua carreira, seus conhecimentos podem estar se depreciando tanto ou mais que seus bens materiais.
E como isso pode acontecer?! É bem fácil. Assim como a poeira que se acumula sobre móveis, como a tinta que desgasta, basta não fazer nada e a coisa começa a depreciar.
Um belo dia você é contratado por uma empresa até que legal, com um salário de acordo e eles querem que você exerça tarefa XYZ; “fácil!” pensa você. Isso você faz de trás para frente, de frente para trás!!
E lá vai você realizando as mesmas tarefas por um, dois, três anos e mais nenhum desafio chega à sua frente exigindo que tire a poeira sobre aquelas habilidades que você tinha tão bem desenvolvidas. Pode ser falar inglês, pensar estrategicamente, bolar soluções…O fato é que você realiza a mesma coisa. Até melhora a sua habilidade em fazer aquilo. Mas é só.
Chega outro belo dia e a empresa que só quer que você realize a tarefa XYZ te promove já que você está craque. A pergunta é: A promoção paga a sua depreciação?
Se você quiser voltar para o mercado, candidatar-se a outras funções, será que você não estará realmente valendo menos do que quando entrou? Pense bem: o seu salário pode até ser maior. Mas você, como profissional e até como pessoa, pode estar valendo menos.
A busca por esta manutenção é sua. Pode ser através de cursos, de contatos profissionais extras, de trabalhos voluntários.
Busque! Não páre. Se a empresa não exige que você desenvolva seu inglês porque não há necessidade do mesmo no dia a dia, não deixe de desenvolvê-lo por fora. Mantenha-se inteiro, questione-se sobre sua real capacidade e levante para encontrar e desenvolver suas potencialidades. Novamente, seja responsável por você.
Mesmo que você esteja em um local que “te esqueceu num canto do armário”, levante-se e saia. Há luz do lado de fora.